Justiça

PGR defende prisão domiciliar para acusada de pichar estátua em atos de 8 de janeiro

Manifestação pede para que a Corte rejeite a soltura de liberdade de Débora Rodrigues dos Santos

28 MAR 2025 • POR Carla Andréa, com CNN • 15h54
Estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), pichada - Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que Débora Rodrigues dos Santos, acusada de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), cumpra prisão domiciliar enquanto aguarda a conclusão de seu julgamento.

A manifestação foi enviada após a defesa de Débora solicitar liberdade provisória. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, pediu um parecer da PGR, que se posicionou contra a soltura, mas favorável à substituição da prisão preventiva pelo regime domiciliar.

“A manifestação é pelo indeferimento do pedido de liberdade provisória e pela substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, ao menos até a conclusão do julgamento do feito, com o estabelecimento das medidas cautelares”, afirmou a PGR no documento.

A Procuradoria ressaltou que a situação jurídica que motivou a prisão preventiva não sofreu alterações e que não há elementos novos que justifiquem uma mudança de entendimento. No entanto, concluiu que o regime domiciliar não comprometeria o andamento do processo.

Defesa pede liberdade imediata

A defesa de Débora comemorou a manifestação da PGR e reforçou a argumentação de que a prisão preventiva da acusada é ilegal e desproporcional.

“A manifestação da PGR confirma o que sempre defendemos: a prisão preventiva de Débora se tornou ilegal e desproporcional. Esperamos que o STF acolha este entendimento e determine sua imediata liberdade, após tanto tempo de espera”, declarou a defesa.

Os advogados sustentam que Débora é mãe de crianças menores de 12 anos e que a Polícia Federal já concluiu as investigações, o que justificaria a concessão da liberdade provisória.

A PGR destacou que, conforme a jurisprudência do STF, a substituição da prisão preventiva pela domiciliar pode ser aplicada sem prejuízo de outras medidas cautelares.

Julgamento no STF

Na semana passada, a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento de Débora, mas o processo foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux, que solicitou mais tempo para análise.

O relator Alexandre de Moraes votou pela condenação da acusada a 14 anos de prisão, além do pagamento de multa de aproximadamente R$ 50 mil e indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor a ser pago em conjunto com outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente o voto do relator.

Débora responde pelos seguintes crimes:

Ainda não há data para a retomada do julgamento. Além de Fux, os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia também precisam apresentar seus votos.

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