Justiça

TJMS nega anulação de júri e aumenta pena de Jamilzinho no caso Matheus

Marcelo Rios e Vladenilson Olmedo também tiveram suas penas redimensionadas

19 DEZ 2024 • POR Vinícius Santos • 13h25
Jamil Name Filho, também conhecido como

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu, por unanimidade, aumentar as penas dos réus envolvidos na morte do estudante Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Matheus foi morto a tiros em 9 de abril de 2019, vítima de um atentado que teria como alvo o pai dele, o ex-policial Paulo Roberto Teixeira Xavier, conhecido como "PX".

A sentença inicial, dada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, havia condenado os réus da seguinte forma:

Após revisão, as penas foram alteradas:

As defesas dos réus pleitearam a anulação do julgamento, alegando nulidades processuais e pedindo um novo júri, mas o TJMS negou o pedido. O relator reforçou o princípio constitucional da soberania dos vereditos, argumentando que a decisão do Conselho de Sentença deveria ser mantida, a menos que fosse manifestamente dissociada das provas.

O Ministério Público também recorreu, buscando o aumento das penas. A revisão do TJMS resultou no aumento das penas de Jamil Name Filho e Marcelo Rios e na redução da pena de Vladenilson Olmedo, com a condenação final sendo mantida. Com a revisão das penas, os réus cumprirão penas mais longas, permanecendo em regime fechado.

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