O empresário Ricardo José Rocamora Alves, investigado na Operação Tromper, voltou a usar tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (24), após ficar cerca de 70 dias sem o equipamento.
O monitoramento eletrônico foi retirado no dia 9 de janeiro deste ano pela AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), sem justificativa, segundo a promotora de Justiça Bianka Machado Arruda Mendes.
A promotora questionou a remoção do dispositivo, afirmando que a desativação foi feita "sem qualquer razão", e solicitou que a tornozeleira fosse recolocada. A juíza Larissa Ribeiro Fiuza determinou que a AGEPEN preste esclarecimentos sobre o caso no prazo de cinco dias e apresente relatórios dos últimos 12 meses do monitoramento no prazo de 15 dias.
Alves é um dos investigados na Operação Tromper, que apura um esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações na Prefeitura de Sidrolândia. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que manipulava contratos públicos, com desvios milionários.
O vereador Claudinho Serra (PSDB) é considerado o líder do grupo, e o empresário seria parte de uma rede que favorecia empresas ligadas aos envolvidos. O monitoramento eletrônico de Alves foi autorizado judicialmente desde abril de 2024, com prorrogações. O caso segue tramitando na Justiça.
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