Celso da Silva Rolon, de 51 anos, foi assassinado com golpes de foice e facão durante a tarde desta segunda-feira (31), em Amambai - a 351 quilômetros de Campo Grande. Ele foi morto pelo próprio enteado, identificado como Antonio Rafael Carvalho Gonçalves Pansera, de 32 anos, que ficou irritado após a mãe, de 59 anos, negar dinheiro para comprar drogas.
Segundo consta no boletim de ocorrência, a mãe do suspeito explicou que teve uma discussão anteriormente com o filho durante a tarde, onde ele queria dinheiro para comprar drogas, mas a mulher disse que não tinha.
A retaliação do filho começou após ele perceber que a mãe havia escondido os objetos que ele usava para consumir as drogas. A mulher, insatisfeita com a situação, alertou o rapaz que a polícia faria uma visita na residência por volta das 13h de segunda-feira, o que deixou o indivíduo mais alterado. "Eu não tenho medo de polícia. Se é para ser preso, eu vou ser preso com um motivo".
Antonio deixou a residência e retornou armado com um facão. Inicialmente, a mulher pediu ajuda de Celso para contê-lo, mas nem a força do homem foi suficiente para impedir o avanço e o suspeito derrubou o portão e saiu correndo atrás do padrasto. Dentro do imóvel, ambos entraram em luta corporal e o enteado desferiu um golpe de facão no pescoço da vítima. A briga se estendeu para o quintal e armado, dessa vez com uma foice, o suspeito novamente desferiu um golpe contra Rolon.
A mãe tentou intervir na situação, mas não conseguiu e as agressões só cessaram, quando um vizinho conseguiu impedir mais golpes e desarmou Antonio. Nesse momento, Celso entrou no próprio carro e buscou atendimento médico no Hospital Regional de Amambai. Porém, ele não resistiu e faleceu momentos depois, tendo a Polícia Militar sido avisada enquanto realizava a prisão em flagrante de Antonio Rafael.
Ainda conforme detalhes do registro, Celso teve um corte no pescoço no lado direito, perfuração na fúrcula esternal, além de um ferimento no supercílio esquerdo com lesão óssea e exposição de massa encefálica.
O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil, ameaça e lesão corporal dolosa.
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